• segunda-feira , 18 dezembro 2017

Telexfree muda remuneração e divide investidores

Muitos brasileiros ainda têm negócios com a Telexfree, investindo seu dinheiro lá fora, por conta das restrições brasileiras á empresa

telexfree

A Telexfree Internacional, sediada nos Estados Unidos, anunciou uma mudança na remuneração dos investidores. O novo plano exige mais investimentos e mensalidades para contas do sistema de telefonia VoIP (pela internet) da empresa. Em junho passado, a Ympactus, ex-Telexfree brasileira, foi congelada pela Justiça, acusada de ser uma pirâmide financeira.

A companhia oferecia retornos altos em troca de adesão mínima de R$ 600, com lucro maior para quem trouxesse novos participantes. Não havia mensalidade. Mas a Ympactus, aberta em 2012, seria só licenciada para uso da marca Telexfree, inativa nos EUA desde 2002.

Ambas dizem serem negócios diferentes, embora os sócios Carlos Costa (porta-voz de ambas), o brasileiro Carlos Wanzeler e o americano James Merril se revezem no comando das empresas. Quando a Ympactus foi bloqueada, em junho passado, a americana passou a cobrar R$ 29 milhões da brasileira, que tinha R$ 659 milhões em conta, e adotou o modelo de negócios no exterior, até recentemente ser questionada também lá fora. No exterior, a adesão de US$ 289 garantia retorno mínimo de US$ 20 semanais, por um ano. Agora será preciso vender dez pacotes de ligações a US$ 49,90 cada e manter ao menos cinco contas ativas, ao custo US$ 49,90 por mês, entre várias mudanças. Os investidores se dividiram entre elogios e queixas de que, além de quebra de contrato, a mudança significa reconhecer que o plano anterior não era viável, como dizem autoridades brasileiras.

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