• domingo , 19 novembro 2017

IPCA fica em 0,42% em outubro

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA do mês de outubro ficou em 0,42%, 0,26 ponto percentual (p.p.) acima do resultado de setembro (0,16%). No ano, o índice acumula 2,21%, bem abaixo dos 5,78% registrados em igual período do ano passado, sendo o menor acumulado no ano registrado em um mês de outubro desde 1998 (1,44%). Considerando os últimos 12 meses o índice ficou em 2,70%, resultado superior aos 2,54% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em outubro de 2016, o IPCA havia registrado variação de 0,26%. Os dados completos do IPCA podem ser acessados aqui.

PERÍODO TAXA
Outubro 0,42%
Setembro 0,16%
Outubro 2016 0,26%
Acumulado no ano 2,21%
Acumulado 12 meses 2,70%

Em outubro, dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, somente Alimentação e Bebidas (-0,05%) e Artigos de residência (-0,39%) apresentaram sinal negativo. Nos demais, destaca-se o grupo Habitação, com 1,33% de variação e 0,21 p.p. de impacto no índice do mês. A tabela a seguir apresenta os resultados por grupo de produtos e serviços.

IPCA – Variação e Impacto por Grupos – Mensal    
Grupo  Variação (%)  Impacto (p.p.)
Setembro Outubro Setembro Outubro
Índice Geral 0,16 0,42 0,16 0,42
Alimentação e Bebidas -0,41 -0,05 -0,10 -0,01
Habitação -0,12 1,33 -0,02 0,21
Artigos de Residência 0,13 -0,39 0,00 -0,02
Vestuário 0,28 0,71 0,02 0,04
Transportes 0,79 0,49 0,14 0,09
Saúde e Cuidados Pessoais 0,32 0,52 0,04 0,06
Despesas Pessoais 0,56 0,32 0,06 0,04
Educação 0,04 0,06 0,00 0,00
Comunicação 0,50 0,40 0,02 0,01
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Índices de Preço

Pelo sexto mês consecutivo, o grupo dos alimentos apresentou queda (-0,05%), porém bem menos intensa do que a registrada em setembro (-0,41%). Tal sequência de variações negativas ocorreu, também, no período de abril a setembro de 1997, com seis meses seguidos de queda nos alimentos. Nos últimos 12 meses, a variação acumulada do grupo é de -2,14%. No ano, tal variação está em -2,02% sendo que, dos dez meses já transcorridos, sete apresentaram variação negativa. O acumulado no ano é o menor registrado para o período desde a implantação do Plano Real em 1994.

Os alimentos para consumo em casa passaram de -0,74% em setembro para -0,17% em outubro, com destaque para a batata-inglesa (que passou de -8,06% em setembro para 25,65% em outubro) e o tomate (de -11,01% em setembro para 4,88% em outubro). Por outro lado, vieram em queda: o feijão-mulatinho (-18,41%), o alho (-7,69%), o feijão-carioca(-3,29%), o açúcar cristal (-3,05%), o leite longa vida (-2,99%) e o arroz        (-1,14%). As regiões pesquisadas apresentaram variação entre -1,08%, em Recife, e 0,61%, em Curitiba.

Já a alimentação fora do domicílio apresentou alta de 0,16%, com as regiões pesquisadas indo de         -1,46%, no Rio de Janeiro, até 2,55%, em Belém.

No grupo Artigos de residência, a queda de 0,39% foi impulsionada, principalmente, pelos eletrodomésticos (-1,10%).

Pelo lado das altas, o grupo Habitação, com variação de 1,33% e impacto de 0,21 p.p., dominou o IPCA do mês, sendo responsável por metade dele. Isso por conta da energia elétrica, em média 3,28% mais cara. A partir de 1º de outubro, entrou em vigor a bandeira tarifária vermelha patamar 2, representando uma cobrança adicional de R$ 3,50 a cada 100 Kwh consumidos. Em setembro, a bandeira tarifária vigente era a amarela, incidindo um adicional de R$ 2,00 a cada 100 Kwh consumidos.

Nas regiões pesquisadas, o item variou de -2,27%, em Vitória, até 18,77%, em Goiânia. Nesta, além do reajuste médio de 15,70% no valor das tarifas (a partir de 22 de outubro), houve aumento na alíquota do PIS/COFINS. Já em Vitória, a queda foi em função da redução da alíquota do imposto. Cabe também destacar os reajustes médios de 6,84% em Brasília(em vigor desde 22 de outubro) e de 22,59% em uma das empresas pesquisadas em São Paulo a partir de 23 de outubro.

Ainda no grupo Habitação, o gás de botijão registrou variação de 4,49%, reflexo do reajuste médio, nas refinarias, de 12,90% no preço do gás de cozinha vendido em botijões de 13kg, em vigor desde 11 de outubro.

Registre-se, também, a variação de 4,71% no gás encanado em Curitiba. Tal variação reflete o reajuste de 5,19% em vigor desde 1º de outubro.

Na ótica dos índices regionais, os resultados ficaram entre -0,10%, registrado em Vitória, e 1,52%, em Goiânia. Nesta, o aumento foi impulsionado pela energia elétrica (18,77%) e pelos combustíveis (7,75%), com destaque para o preço da gasolina, em média 7,87% mais cara. Em Vitória, o movimento foi inverso, com a energia elétrica em queda de 2,27%, e a gasolina registrando redução de 1,22%.

A tabela a seguir apresenta os resultados por região pesquisada.

IPCA – Variação por Regiões – Mensal, Acumulado no ano e 12 meses 
Região  Peso Regional (%)  Variação (%)  Variação Acumulada (%) 
Setembro Outubro Ano 12 meses
Goiânia 3,59 0,04 1,52 2,28 2,01
Curitiba 7,79 0,14 0,71 2,99 3,30
São Paulo 30,67 0,19 0,50 2,40 3,02
Brasília 2,80 0,22 0,48 2,68 4,12
Salvador 7,35 0,24 0,46 2,30 2,58
Fortaleza 3,49 0,16 0,41 1,89 2,63
Belo Horizonte 10,86 0,24 0,34 1,78 2,19
Porto Alegre 8,40 0,07 0,32 1,68 2,01
Campo Grande 1,51 0,33 0,32 1,45 2,60
Belém 4,65 0,33 0,31 1,26 1,32
Recife 5,05 -0,26 0,13 2,60 3,67
Rio de Janeiro 12,06 0,13 0,10 2,21 2,51
Vitória 1,78 0,54 -0,10 2,17 3,12
Brasil 100,00 0,16 0,42 2,21 2,70
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Índices de Preços

O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980, se refere às famílias com rendimento monetário de 01 a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte, e abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande e de Brasília. Para cálculo do índice do mês foram comparados os preços coletados no período de 28 de setembro a 30 de outubro (referência) com os preços vigentes no período de 30 de agosto a 27 de setembro (base).

INPC varia 0,37% em outubro

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor – INPC apresentou variação de 0,37% em outubro. No ano, o acumulado foi de 1,62%, bem abaixo dos 6,36% registrados em igual período do ano passado, sendo a menor variação acumulada para o período desde a implantação do Plano Real. Considerando-se os últimos 12 meses, o índice foi de 1,83%, ficando acima do 1,63% registrado nos 12 meses imediatamente anteriores. Em outubro de 2016, o INPC registrou 0,17%.

Os produtos alimentícios tiveram queda de 0,11% em outubro. Em setembro, o resultado havia sido de -0,57%. O agrupamento dos não alimentícios ficou com variação de 0,58%, acima da taxa de 0,22% de setembro.

Quanto aos índices regionais, as variações ficaram entre -0,22%, registrado no Rio de Janeiro, e 1,50%, em Goiânia. Nesta, o aumento foi impulsionado pela energia elétrica(18,55%) e pelos combustíveis (7,89%), com destaque para o preço da gasolina, em média 7,87% mais cara. No Rio de Janeiro, a queda foi impulsionada pela refeição fora   (-2,15%). A tabela abaixo apresenta os resultados por região pesquisada.

INPC – Variação por Regiões – Mensal, Acumulado no ano e 12 meses 
Região  Peso Regional (%)  Variação mensal (%)  Variação Acumulada (%) 
Setembro Outubro Ano 12 meses
Goiânia 4,15 0,03 1,50 1,66 1,22
Curitiba 7,29 -0,01 0,67 2,95 2,86
São Paulo 24,24 0,02 0,51 1,71 1,93
Fortaleza 6,61 -0,04 0,43 1,71 2,48
Salvador 10,67 0,09 0,41 2,16 2,40
Brasília 1,88 -0,16 0,38 2,36 3,58
Belo Horizonte 10,60 0,09 0,34 1,07 1,21
Porto Alegre 7,38 -0,02 0,31 1,33 1,40
Campo Grande 1,64 0,03 0,29 0,26 1,07
Belém 7,03 0,32 0,24 1,05 0,92
Recife 7,17 -0,28 0,05 2,09 3,16
Vitória 1,83 0,24 -0,19 1,65 2,19
Rio de Janeiro 9,51 -0,48 -0,22 0,75 0,50
Brasil 100,00 -0,02 0,37 1,62 1,83
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Índices de Preços

O INPC é calculado pelo IBGE desde 1979, se refere às famílias com rendimento monetário de 01 a 05 salários mínimos, sendo o chefe assalariado, e abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande e de Brasília. Para cálculo do índice do mês foram comparados os preços coletados no período de 28 de setembro a 30 de outubro (referência) com os preços vigentes no período de 30 de agosto a 27 de setembro (base).

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